O consumidor digital (dados da Nielson para o mercado norte-americano)

digitalcons

Já está no sítio do costume mais uma entrada relativa ao relatório acabadinho de lançar pela Nielsen intitulado The Digital Consumer e que, como o próprio nome indica, procura traçar o perfil do consumidor digital norte-americano.
Os meus destaques são os seguintes:

  • Os utilizadores de smartphones dos EUA gastam 86% do seu tempo em apps e apenas 14% num browser de acesso à Web;
  • O utilizadores dos EUA gastam, em média, 6 horas e 41 minutos por mês a ver vídeo por mês (cerca de 14 minutos por dia);
  • A música foi o terceiro tópico mais tweetado na Web em 2013 pelos utilizadores dos EUA (a seguir aos reality shows e às séries de TV);
  • Os MTV Video Music Awards foram o segundo evento mais tweetado de 2013 pelos utilizadores dos EUA.

O que continua a deixar-me abismado é o facto de a Nielsen continuar a não incluir o YouTube nos dados relativos às redes sociais (afinal de contas, o portal é a segunda maior rede social a seguir ao facebook). Mistério.

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Sons (e imagens) em rede

screenshot_16O Rui Dinis d’ A Trompa tem agora um novo blogue chamado Sons em Rede (belo nome). Pelos posts até agora publicados, parece-me evidente que a nova plataforma irá congregar e desenvolver algo que o Rui já nos habituou a fazer de forma ímpar: dar dicas, conselhos e ideias para serem exploradas por músicos que desejam tirar o máximo proveito das potencialidades das plataformas digitais. Um dos seus últimos posts é uma bela resposta a um desafio que lhe lancei há mais de um ano. A seguir atentamente.

YouTube Rewind 2013

Este ano, o YouTube começou a utilizar o termo trending para classificar e calcular os seus vídeos mais populares, utilizando supostamente para isso não apenas o número de visualizações, mas também o das partilhas e o de pesquisas no portal. A coisa até parece fazer sentido, mas não prima pela transparência. Aliás, a coisa apenas será transparente caso o portal utilize, de facto, uma fórmula para calcular os vídeos mais populares. Se assim é, por que raio não torná-la pública? Parece-me óbvio que a divulgação da fórmula poderia dar origem a uma discussão muito interessante (eufemismo) em torno da forma como a malta do YouTube valoriza cada um dos indicadores (views, shares e searches) na sua definição de “popularidade” (ou trending). Intrigado, acabei por formular essa pergunta no Quora. Pode ser que haja mais alguma novidade nos próximos dias.

Quanto ao ano 2013 deste absoluto vórtice audiovisual, o mínimo que se pode dizer é que se verificou uma consolidação da importância do formato videomusical na actual paisagem mediática digital. Nesta lista de reprodução (Top 10 Trending YouTube Videos in 2013), 3 são vídeos musicais (entre os quais o primeiro lugar) e outros 3 utilizam a música de forma proeminente. Na lista dos vídeos musicais mais populares (ah pois é, o YouTube apenas fez duas playlists no seu balanço anual e a dos vídeos musicais é uma delas), gostaria de destacar duas curiosidades que me interessam particularmente: o facto de surgirem na lista dois exemplos flagrantes de duas das novas tendências da videomusicalidade que detectei na minha tese: um vídeo musical textual (ou lyric music video) e um diaporama videomusical.

Nos próximos dias, tenciono publicar a lista habitual dos meus vídeos musicais favoritos do ano. Até lá, podem sempre rever a do ano passado.

Serviço de subscrição (video)musical do YouTube

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Ora bem. Esta notícia, caso se confirme, vem de forma definitiva concretizar o cenário que rapidamente comecei a imaginar quando, em 2009, comecei a dedicar-me ao meu projecto de investigação: o futuro da fruição musical nas plataformas digitais, seja ela gratuita ou paga, vai em definitivo convergir para o formato videomusical. Quando for lançado este hipotético serviço de subscrição musical do YouTube, está-se mesmo a ver que qualquer banda ou editora que não queira perder o comboio terá de ter o seu catálogo no portal sob a forma de… vídeos musicais. Uma coisa é certa: o processo de convergência que temos vir a assistir nos últimos anos irá, nos próximos meses, atingir uma fase crítica. Isto promete.

por João Pedro da Costa Publicado em efémera Com as etiquetas

Práticas digitais de fruição musical (infográfico)

Acrescentei no sítio do costume um infográfico da autoria da Sol Republic (fabricante de auscultadores) que congrega dados quantitativos oriundos de diversas fontes. É preciso ter cuidado com os valores apresentados pois misturam diversos mercados (Irlanda, Estados Unidos, México, Itália, etc.) e anos (2012 e primeiro semestre de 2013) e tal não é explicitamente referido no gráfico. Com esta devida ressalva, eis o que me interessa particularmente (edição minha):

grafmus13

O YouTube (65%) é, sem grande surpresa, a plataforma que lidera os hábitos de fruição musical dos nativos digitais, à frente da rádio (56%), do iTunes (53%) e do CD (50%) e a motivação para a aquisição de música é liderada pela recomendação inter-pares (54%), seguida pela feita por blogues musicais (25%) e por marcas (12%). It’s a brand new world, indeed.