Coisas para ver no KISMIF

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Estes são os dois cartazes que fiz para as duas especialíssimas projecções que terão lugar na FLUP nos próximos dias 8 e 9 de Julho (21h30, Anfiteatro Nobre) no âmbito do KISMIF – Keep It Simple, Make It Fast! Underground Music Scenes and DIY Cultures aka Best Fucking Academic Thingy Ever. Estou a falar do multi-premiado documentário de Sarah Minter sobre a banda punk mexicana Los Mierdas e do mítico filme de José F. Pinheiro que documenta o primeiro concerto dos Sonic Youth em Portugal.

A entrada é livre. Vejam lá se aparecem.

Experimental Fandom, Bootleg and DIY Star

sycpNo âmbito das funções inerentes ao facto de ser membro da comissão executiva do KISMIF, consegui a autorização do grande José F. Pinheiro para projectar, no próximo dia 9 de Julho, pelas 21h30, no Anfiteatro Nobre da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a mítica e esquiva filmagem que ele fez do primeiro concerto dos Sonic Youth em Portugal (no Campo Pequeno, a 14 de Julho de 1993). Ora depois de algumas conversas com o decano dos vídeos musicais tugas, consegui reconstruir a fascinante história desta gravação e escrevi a propósito um pequeno texto que acaba se ser publicado no punk.pt (o mesmo está redigido em Inglês devido ao cariz internacional do evento). A entrada é livre.

KISMIF: novo prazo de envio de trabalhos

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A imagem diz tudo: devido à avalanche de pedidos recebidos, a comissão organizadora do congresso internacional Keep It Simple, Make It Fast! Underground Scenes and Do It Yourself Cultures resolveu adiar por um mês (15 de Fevereiro) o prazo para o envio de trabalhos.

Lembro que o congresso terá lugar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e na Casa da Música entre os próximos dias 9 a 11 de Julho de 2014.

Também já se encontra em linha o blogue do projecto associado ao evento, no qual tenciono igualmente colaborar (depois aviso aqui quando sair algo da minha autoria).

Sobre os Death Grips a propósito do KISMIF

kismiflogopqJá tive a oportunidade de falar aqui sobre aquele que promete ser o meu evento académico favorito do próximo ano (com direito a hiperligação na coluna da direita do blogue e tudo): o Keep It Simple, Make It Fast! Underground Music Scenes and DIY Cultures.

Pois bem, acabo de submeter a minha proposta de comunicação para o evento e que, caso seja aceite, irá abordar a dimensão visual de um dos projectos musicais mais fascinantes e polémicos da última década: os Death Grips.

Deixo aqui o título e respectivo resumo da coisa seguidos de uma pequena (porém elucidativa) amostra videomusical dos meninos.

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“Whatever I Want (Fuck Who’s Watching)”: Death Grips and the emerging digital media landscape.

ABSTRACT
The decline of the music record industry and the rise of a new digital transmediatic landscape are increasingly blurring the frontiers that once separated mainstream culture from indie rock and underground music. Not only do typically “indie” cultural touchstones and sensibilities encroach nowadays into mainstream advertising, television, film and music, but the Do-It-Yourself ethos has also become a common ground for the user-generated contents and vernacular creativity that define a paramount part of today’s mediasphere. In the popular music arena, social media dynamics empowers musicians and fans in such a way that success and popularity have become more unpredictable and less controllable by gatekeepers than ever: in this day and age it is possible for an anonymous underground mixtape to become more spreadable than the last record of a highly marketed major label artist.
Death Grips, the experimental hip-hop trio from Sacramento, California, have – since 2011 – apparently done their best to swim upstream and to sabotage the opportunities brought by the power of the Internet: they have cancelled a highly buzzed tours with no apparent reason and have pulled a no-show on several other occasions; they got dropped by Epic Records after leaking a full-album (with a NSFW cover) and publishing privileged emails between their label and band management; they have removed their first record from iTunes, deleted their popular Twitter account and vanished from the press and social media at the peak of their popularity. This paper aims to analyze what seems to be the coherent visual strategy adopted by Death Grips in their baffling musical journey through today’s digital media landscape in order to elicit how their music videos and album artwork are not only deeply related to Punk’s visual art heritage but also showcase a high level of digital literacy and an acute understanding of the implications of the convergence of music phenomena into online transmediatic fruition.

Keep It Simple, Make It Fast! Underground Scenes and Do It Yourself Cultures

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O congresso Keep It Simple, Make It Fast! Underground Scenes and Do It Yourself Cultures vai ter lugar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e na Casa da Música nos dias 9 a 11 de Julho de 2014 e não tenho dúvidas que vai ser o grande acontecimento académico internacional a ter lugar em Portugal no próximo ano para quem gosta das paisagens mais periféricas (e respectivo povoamento) da música popular.

O âmbito do congresso (de cariz marcadamente transdisciplinar apesar do seu enfoque sociológico) passa por uma reflexão em torno da importância das práticas musicais e culturais ditas underground nas sociedades contemporâneas. Pela parte que me toca, o KISMIF interessa-me particularmente devido ao impacto que a emergente paisagem tramsmediática digital tem tido na suposta efemeridade ou marginalidade destas práticas e no facto de a estética DIY se ter tornado um denominador comum à maioria dos conteúdos gerados pelos utilizadores e à criatividade vernacular que caracteriza a nossa actual mediasfera musical. Para além de tencionar participar no congresso com uma comunicação/artigo (more about that later), faço igualmente parte da sua Comissão Executiva devido a um gentil convite da incansável Paula Guerra, a grande mentora do projecto de investigação que alberga o evento. O pedido de trabalhos já se encontra aberto e fechará no próximo dia 15 de Janeiro.

Toda a informação está disponível aqui.