faina videomusical #12

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Pure X: «Thousand Year Old Child» (real. Malcolm Elijah)

David Lynch não apenas canaliza uma parte considerável da influência da sétima arte no universo videomusical como, na maioria das vezes, o seu legado é um pretexto para dar origem a vídeos admiráveis. Podem acrescentar este à lista.

Laura Welsh: «Cold Front» (real. Daniel Cloud Campos & Tamara Levinson Campos)

Vídeos musicais perfomativos conceptuais são, manifestamente, um género bissexto. Este vídeo leva-nos a perguntar porquê.

Die Antwoord: «Cookie Thumper» (real. Ninja)

A dupla terrível do hip-hop suf-africano strikes again. Confesso que cada vez que vou ver um novo vídeo deles fico sempre com o pé atrás: o universo videomusical dos Die Antwoord parece sempre ter sido levado à exaustão no final de cada vídeo. Mas depois lá aparece outro que demonstra que fazer um vídeo como se fosse o último não é necessariamente o mesmo que criar um beco sem saída.

Arctic Monkeys: «Do I Wanna Know?» (real. David Wilson)

O vídeo mais estiloso do ano so far. Vale a pena ver até ao fim.

Duck Sauce: «It’s You» (real. Phil Andelman)

O último vídeo destes meninos era, nada mais nada menos, do que esta obra-prima do meu realizador favorito (Keith Schofield), pelo que as expectativas relativas ao novo clipe dos Duck Sauce estavam obviamente ao rubro. Phil Andelman esteve à altura do desafio e deixa a sua marca num dos espaços mais videomusicais do planeta: as barbearias.

Boards of Canada: «Gemini» (real. Beta 401)

Para terminar em beleza, nada melhor do que um vídeo musical não-oficial criado por um fã dos incontornáveis Boards of Canada. Parece o genérico de uma série televisiva de ficção científica com tendências apocalípticas. Fabuloso.

Faina videomusical #4

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Esta semana, os meus destaques vão para o regresso não de um, nem de dois, mas de três dos meus realizadores favoritos do formato: Keith Schofield, Patrick Daughters e Eric Wareheim. Os três vídeos conseguem a proeza de não apenas apanhar o espectador desprevenido como de reforçar a marca autoral de cada um destes talentosos realizadores.

Darwin Deez: «You Can’t Be My Girl» (real. Keith Schofield)

Já se sabia que não há nenhum realizador mais “meta” do que Keith Schofield. Aqui, ele brinda-nos com um vídeo integralmente feito com imagens de arquivo (ou stock footage) nas quais foi posteriormente inserida a figura de Darwin Deez. É a colagem videomusical mais fabulosa que vi até hoje.

Phoenix: «Entertainment» (real. Patrick Daughters)

Um verdadeiro desvario narrativo que parece ter sido feito para parodiar o recente protagonismo da Coreia no universo dos vídeos musicais.

Beach House: «Wishes» (real. Eric Wareheim)

Leva o prémio do vídeo musical mais lynchiano de todos os tempos.

Vídeos musicais 2011: uma selecção #4 (de 5)

Informações sobre esta lista aqui.

Curiosamente, 4 dos 5 vídeos musicais deste post partilham uma característica: a de terem sido criados por realizadores consagrados, sendo mesmo dois deles (Saam e Spike Jonze) figuras cuja obra se confunde com a história do formato.

#10
Duck Sauce: «Big Bad Wolf» (Real. Keith Schofield)
Já falei neste crepe aqui. E triste seria o ano sem um belo vídeo do grande Keith Schofield.

#9
Beastie Boys ft. Santigold: «Don’t Play No Game That I Can’t Win» (Real. Spike Jonze)
Leva ainda mais longe o conceito de animação frouxa do Team America e já falei nesta tarte aqui. Mind you, já é a segunda média-metragem videomusical incluída nesta selecção.

#8
Colourmusic: «You For Leaving Me» (Real. Matt & Oz)
A adulteração do imaginário infantil foi uma das grande tendências da videomusicalidade em 2011 (ver os anteriores clipes dos Mastodon e dos Is Tropical). Mas este foi, para mim, o que levou mais longe a brincadeira.

#7
Tom Vek: «Aroused» (Real. Saam)
De longe, o vídeo musical mais sensual de 2011. Já não me lembro de ver um vídeo realizado por Saam que não adorasse.

#6
James Blake: «Lindisfrane» (Real. Martin De Thurah)
A canção foi uma das minhas favoritas do ano e este vídeo faz-lhe justiça. Apesar de muito escandinavo na sua estética (um das tendências mais irritantes dos últimos anos do formato), a narrativa expande a música para territórios inesperados. De resto, a faixa foi remisturado e expandida para melhor servir as (belas) imagens.

Vídeos musicais 2011: uma selecção #3 (de 5)

Informações sobre esta lista aqui.

#15
Mastodon: «Deathbound» (Real. Authority Films)
Já falei nesta bomboca aqui. O Jim Henson deve estar a dar voltas no túmulo de contentamento.

#14
Battles: «My Machines» (Real. Daniels)
Adeus Rolling Stones. 2011 foi o ano das Rolling Stairs.

#13
Wanda Jackson (ft. Jack White & The Third Man House Band): «Thunder On The Mountain» (Real. Thirty Two)
O Jack White é o gajo mais cool do planeta. E este vídeo resgata do esquecimento uma das figuras mais gratas da videomusicalidade da década de 80: a do guitar hero.

#12
Hooray For The Earth: «True Loves» (Real. Young Replicants)
Uma verdadeira desbunda. Buñuel meets Lord of The Rings.

#11
DIE: «Fantasy» (Real. Jérémie Perin)
A quantidade certa de erotismo e de gore num equilíbrio muito difícil de ser alcançado.

Duck Sauce: «Big Bad Wolf» (Keith Schofield, 2011)

Tal como em 2008 e 2009, o meu clipe favorito deste ano tem, como não podia deixar de ser, a assinatura de Kevin Schofield. Os videófilos já podem acrescentar um novo termo ao seu léxico: crotchface. É ver para crer:

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Também vale a pena ver esta pequena compilação de reacções ao vídeo. Fica assim provado que não faltam recursos para estudos de recepção digital da videomusicalidade.

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A ler: esta pequena introdução a esta maravilha na Rolling Stone. Nunca a palavra dickhead foi usada com tanta propriedade.