KISMIF: novo prazo de envio de trabalhos

kismifdeadline

A imagem diz tudo: devido à avalanche de pedidos recebidos, a comissão organizadora do congresso internacional Keep It Simple, Make It Fast! Underground Scenes and Do It Yourself Cultures resolveu adiar por um mês (15 de Fevereiro) o prazo para o envio de trabalhos.

Lembro que o congresso terá lugar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e na Casa da Música entre os próximos dias 9 a 11 de Julho de 2014.

Também já se encontra em linha o blogue do projecto associado ao evento, no qual tenciono igualmente colaborar (depois aviso aqui quando sair algo da minha autoria).

Sobre os Death Grips a propósito do KISMIF

kismiflogopqJá tive a oportunidade de falar aqui sobre aquele que promete ser o meu evento académico favorito do próximo ano (com direito a hiperligação na coluna da direita do blogue e tudo): o Keep It Simple, Make It Fast! Underground Music Scenes and DIY Cultures.

Pois bem, acabo de submeter a minha proposta de comunicação para o evento e que, caso seja aceite, irá abordar a dimensão visual de um dos projectos musicais mais fascinantes e polémicos da última década: os Death Grips.

Deixo aqui o título e respectivo resumo da coisa seguidos de uma pequena (porém elucidativa) amostra videomusical dos meninos.

TITLE
“Whatever I Want (Fuck Who’s Watching)”: Death Grips and the emerging digital media landscape.

ABSTRACT
The decline of the music record industry and the rise of a new digital transmediatic landscape are increasingly blurring the frontiers that once separated mainstream culture from indie rock and underground music. Not only do typically “indie” cultural touchstones and sensibilities encroach nowadays into mainstream advertising, television, film and music, but the Do-It-Yourself ethos has also become a common ground for the user-generated contents and vernacular creativity that define a paramount part of today’s mediasphere. In the popular music arena, social media dynamics empowers musicians and fans in such a way that success and popularity have become more unpredictable and less controllable by gatekeepers than ever: in this day and age it is possible for an anonymous underground mixtape to become more spreadable than the last record of a highly marketed major label artist.
Death Grips, the experimental hip-hop trio from Sacramento, California, have – since 2011 – apparently done their best to swim upstream and to sabotage the opportunities brought by the power of the Internet: they have cancelled a highly buzzed tours with no apparent reason and have pulled a no-show on several other occasions; they got dropped by Epic Records after leaking a full-album (with a NSFW cover) and publishing privileged emails between their label and band management; they have removed their first record from iTunes, deleted their popular Twitter account and vanished from the press and social media at the peak of their popularity. This paper aims to analyze what seems to be the coherent visual strategy adopted by Death Grips in their baffling musical journey through today’s digital media landscape in order to elicit how their music videos and album artwork are not only deeply related to Punk’s visual art heritage but also showcase a high level of digital literacy and an acute understanding of the implications of the convergence of music phenomena into online transmediatic fruition.

Actas do VI Encontro Ibérico do EDICIC 2013

6edicicJá estão disponíveis em formato digital as actas do VI Encontro Ibérico do EDICIC 2013 subordinado ao título Globalização, Ciência, Informação e que teve lugar nos passados dias 4 a 6 de Novembro na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. São perto de 1800 páginas que demonstram bem a amplitude e a qualidade do evento.

O meu artigo intitulado A difusão vertical na Web Social: o caso do vídeo musical Heaven Can Wait no Antville está incluído nas referidas actas e, como sou um gajo porreiro, pode ser directamente acedido na íntegra aqui (PDF).

IV Encontro Ibérico da EDICIC 2013 – comunicação

edicic2013

Acabo de receber a informação de que a proposta de comunicação que submeti para o IV Encontro Ibérico da EDICIC foi aceite. O evento terá lugar nos próximos dias 4 a 6 de Novembro de 2013 na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Deixo de seguida o resumo da minha comunicação.
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Título
A difusão vertical na Web Social: o caso do vídeo musical Heaven Can Wait no Antville

Autor
João Pedro da Costa

Resumo
O artigo visa, através de uma aplicação da teoria fundamentada em dados ao método etnográfico, proceder a uma análise textual da fruição participativa do Antville, a mais antiga e maior comunidade virtual de fãs do formato videomusical, a Heaven Can Wait de Charlotte Gainsbourg & Beck (Schofield, 2009). Os resultados principais desta análise passam pelo enquadramento da referida praxis dos membros Antville num tipo de fruição participativa “forense” geradora de uma forma eloquente de inteligência colectiva que, motivada por características producentes do texto videomusical, desencadeia um tipo de difusão passível de ser conceptualizada como “vertical”, isto é, como uma forma complementar das práticas difusoras “horizontais” mais comuns na Web Social (disseminação e propagação).

Palavras-chave
Web Social, Vídeos Musicais, Difusão Vertical, Difusão Horizontal, Fanismo.

I Congresso ISKO Espanha e Portugal (reprise)

logoAcabo de submeter a minha proposta de comunicação ao I Congresso ISKO Espanha e Portugal que terá lugar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto entre os dias 7 e 9 de Novembro de 2013, subordinado ao tema Informação e/ou Conhecimento: as duas faces de Jano.

Apesar de ter redigido a proposta em Português, talvez venha a optar por proferi-la em Inglês (isto caso seja aceite, claro). Deixo de seguida o conteúdo da mesma.

I Congresso ISKO Portugal Espanha / IX Congresso ISKO Espanha
Proposta de comunicação

Subtema
Partilhar informação e construir conhecimento nas comunidades virtuais

Título da comunicação
A difusão vertical na Web Social. O caso do vídeo musical Heaven Can Wait no Antville.

Autor
João Pedro da Costa

Objectivo
Análise textual da fruição participativa da comunidade virtual de fãs do formato videomusical Antville a Heaven Can Wait de Charlotte Gainsbourg & Beck (Schofield 2009).

Métodos
Operacionalização: aplicação da teoria fundamentada em dados ao método etnográfico. Caso de Estudo: fruição participativa do Antville a Heaven Can Wait. Codificação e análise dos dados qualitativos: codificação e análise textual.

Resultados Principais
O empenho ou intensidade da fruição participativa dos membros do Antville a Heaven Can Wait é passível de ser denominada “forense”, na medida em que é geradora de uma forma eloquente de inteligência colectiva. A fruição participativa forense do Antville é desencadeada pelas características producentes do texto videomusical. A fruição participativa forense do Antville produz epitextos videomusicais que se enquadram num tipo de difusão passível de ser conceptualizada como “vertical”, isto é, como um tipo complementar das práticas difusoras “horizontais” mais comuns (disseminação e propagação).

Conclusão
A fruição participativa forense de certas comunidades virtuais é passível de originar fenómenos de difusão vertical dos conteúdos por elas fruídas.

Palavras-Chave
Web Social; Difusão Vertical; Vídeo Musical.