Brasil, mais uma vez

senacQue semana! Depois do lançamento do novo número da revista AtoZ – Novas Práticas em Informação e Conhecimento da Universidade do Panamá onde saiu um artigo da minha autoria, acabo agora mesmo de receber por correio o meu exemplar da obra e-Infocomunicação: estratégias e aplicações, uma edição conjunta do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) e da Escola do Futuro da Universidade de São Paulo, que inclui outro artigo que escrevi com o Rui Raposo e sobre o qual já tinha falado anteriormente aqui. A obra conta com a colaboração de dezenas de investigadores de Portugal (Universidade do Porto e Universidade de Aveiro) e do Brasil (Universidade de São Paulo) e mais de uma dezena de artigos que abordam diferentes temáticas (entre elas, como é óbvio, a videomusicalidade) da área da ciência da informação e comunicação.

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A minha estreia na terra da bossa

Acabo de concluir a primeira versão de mais um artigo académico dedicado aos vídeos musicais. A escrita do mesmo não estava planeada (até porque tenho uma comunicação a preparar para Maio), mas recebi há semanas um convite irrecusável para contribuir para um livro intitulado Informação e Comunicação em Plataformas Digitais: Paradigmas e Aplicações que será publicado no Brasil em 2013 pelo SENAC em parceria com a Escola do Futuro (Universidade de São Paulo) e o CETAC.Media (Universidade de Aveiro e Universidade do Porto). O referido convite partiu dos organizadores da publicação, a Professora Brasilina Passarelli (USP) e o Professor Armando Malheiro (UP), e o meu artigo explanará o modelo conceptual de difusão videomusical na Web Social que estou a desenvolver no âmbito da minha tese de doutoramento. Apesar de ainda estar na fase de releituras, deixo-vos de seguida o resumo do mesmo:

TÍTULO
A DIFUSÃO NA WEB SOCIAL: O CASO DOS VÍDEOS MUSICAIS

RESUMO
Embora seja hoje em dia relativamente consensual encarar a difusão de conteúdos nas plataformas digitais como um fenómeno sociotecnológico, isto é, como um processo social dependente das características estruturais do medium, as conceções dominantes da difusão na Web Social continuam paradoxalmente subjugadas a duas metáforas eminentemente biológicas utilizadas não apenas pela doxa e pelas indústrias da publicidade, do marketing e dos media como por uma parte considerável da comunidade científica: a dos conteúdos mediáticos virais e dos memes.
O presente artigo pretende esboçar uma análise da pertinência e das implicações da utilização das referidas metáforas e propor um modelo conceptual alternativo para a análise da difusão de conteúdos na Web Social ancorado: i) nas reflexões encetadas pelo Convergence Culture Consortium do Massachusetts Institute of Technology em torno do modelo de espalhabilidade (spreadability) da Web Social; ii) na configuração rizomática da nuvem comunicacional da Web Social; iii) na codificação textual dos conteúdos difundidos no medium; iv) numa adaptação da noção de transtextualidade literária de Gérard Genette.
Para fins argumentativos, a conceptualização do referido modelo incidirá sobre um dos formatos mais difundidos da emergente paisagem mediática digital: o vídeo musical . No entanto, será igualmente defendido o potencial de aplicação do modelo conceptual à difusão de outros formatos audiovisuais e mediáticos na Web Social.

PALAVRAS-CHAVE
Web Social, difusão, vídeos musicais, convergência.