Novo artigo (desta vez no Brasil)

atozGrande alegria a minha por finalmente ter sido editado o meu primeiro artigo numa publicação académica no Brasil. Tudo começou com a comunicação que apresentei o ano passado no VI Encontro Ibérico do EDICIC subordinado ao título Globalização, Ciência, Informação, acabando o artigo intitulado A difusão vertical na Web Social: o caso do vídeo musical Heaven Can Wait no Antville por ser incluído nas referidas actas. Ora foi exactamente a partir dessas actas que os editores da AtoZ – Novas Práticas em Informação e Conhecimento da Universidade do Panamá chegaram ao texto e me convidaram a submetê-lo para a revista. Devo dizer que o processo de revisão por pares foi simultaneamente exigente e profundamente enriquecedor para mim e o resultado está na nova versão melhorada do artigo que poderão descarregar aqui.

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Antville Music Video Awards 2012

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E pronto, já foram eleitos os vencedores. Acabo de publicar o respectivo post que pode ser consultado na íntegra aqui. 2012 foi, para o Antville, o ano de Romain Gavras e Emily Kai Bock. E os vídeos de Bad Girls e Time To Dance levaram dois prémios cada. Para o ano, há mais.

Antville Music Video Awards 2012

AMVA_2012_Logo_S_Color Entre as inúmeras listas que elegem anualmente os melhores vídeos musicais, há uma a que dou sempre uma importância particular: a que resulta dos Antville Music Video Awards (prémios anuais da maior comunidade virtual de fãs do formato, cuja fruição participativa foi um dos pilares da minha investigação). Este ano, e no momento em que me aproximo do término da redacção da primeira versão da tese, resolvi voluntariar-me para a organização da edição de 2012 dos prémios.

Após ter pedido a um grande e talentoso amigo chamado Bruno Roda para elaborar a identidade gráfica dos AMVA 2012, o meu trabalho passou pela organização das votações e pelo tratamento de toda a informação compilada que levou à escolha dos cinco nomeados para um total de quatorze categorias. Actualmente, as votações estão abertas para os antvillers que poderão votar até ao final do próximo dia 24 de dezembro. Podem espreitar os nomeados e o andamento das votações aqui.

Sou membro do Antville desde maio de 2005. Nos últimos 7 anos, a comunidade não apenas foi fundamental para o desempenho das minhas pretéritas funções na MTV Portugal e para o meu actual projecto de investigação como me proporcionou inúmeras horas de prazer videomusical e um fórum privilegiado para discutir ideias sobre o formato. Desta forma, a organização da edição deste ano dos prémios não é para mim apenas uma honra, mas uma rara oportunidade de demonstrar a minha gratidão. Prometo depois publicar aqui a lista dos vencedores.

I Congresso ISKO Espanha e Portugal (reprise)

logoAcabo de submeter a minha proposta de comunicação ao I Congresso ISKO Espanha e Portugal que terá lugar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto entre os dias 7 e 9 de Novembro de 2013, subordinado ao tema Informação e/ou Conhecimento: as duas faces de Jano.

Apesar de ter redigido a proposta em Português, talvez venha a optar por proferi-la em Inglês (isto caso seja aceite, claro). Deixo de seguida o conteúdo da mesma.

I Congresso ISKO Portugal Espanha / IX Congresso ISKO Espanha
Proposta de comunicação

Subtema
Partilhar informação e construir conhecimento nas comunidades virtuais

Título da comunicação
A difusão vertical na Web Social. O caso do vídeo musical Heaven Can Wait no Antville.

Autor
João Pedro da Costa

Objectivo
Análise textual da fruição participativa da comunidade virtual de fãs do formato videomusical Antville a Heaven Can Wait de Charlotte Gainsbourg & Beck (Schofield 2009).

Métodos
Operacionalização: aplicação da teoria fundamentada em dados ao método etnográfico. Caso de Estudo: fruição participativa do Antville a Heaven Can Wait. Codificação e análise dos dados qualitativos: codificação e análise textual.

Resultados Principais
O empenho ou intensidade da fruição participativa dos membros do Antville a Heaven Can Wait é passível de ser denominada “forense”, na medida em que é geradora de uma forma eloquente de inteligência colectiva. A fruição participativa forense do Antville é desencadeada pelas características producentes do texto videomusical. A fruição participativa forense do Antville produz epitextos videomusicais que se enquadram num tipo de difusão passível de ser conceptualizada como “vertical”, isto é, como um tipo complementar das práticas difusoras “horizontais” mais comuns (disseminação e propagação).

Conclusão
A fruição participativa forense de certas comunidades virtuais é passível de originar fenómenos de difusão vertical dos conteúdos por elas fruídas.

Palavras-Chave
Web Social; Difusão Vertical; Vídeo Musical.

Relatório #2

Uau, este mês passou num instante. Vamos por pontos.

1) Encetei a redacção do capítulo que aborda as principais reflexões teóricas sobre o formato do vídeo musical nos últimos 30 anos. Consegui sobretudo estruturar esse capítulo em 3 partes que agrupam os estudos em vagas bibliográficas a partir de um critério que, apesar de ser cronológico, acaba por ser igualmente temático: uma primeira vaga, inaugural, que coincide com o surgimento e a ascensão da MTV no panorama mediático planetário (1984-1993); uma segunda vaga que corresponde a um relativo declínio do formato e ao surgimento do conceito de autor no formato (2000-2007); e, finalmente, uma terceira vaga que, com algum atraso, começa a reflectir sobre o renascimento do vídeo musical fruto da sua convergência digital (2010-2011). Escusado será dizer que este será um capítulo fundamental do projecto de investigação, na medida em que permitirá não apenas sintetizar o conhecimento entretanto consolidado pela comunidade científica sobre o formato, mas sobretudo identificar algumas das áreas teóricas fulcrais para a definição do modelo de análise. O meu objectivo imediato passa por tê-lo já concluído aquando da publicação do próximo relatório mensal. A ver vamos.

2) Entretanto, submeti igualmente um artigo para o Hermes Symposium 2011, organizado pelo Centro de Estudos Comparatistas da FLUL, este ano subordinado ao tema Fear and Fantasy in a Global World. Apesar de ainda a aguardar a aceitação do artigo, deixo aqui o abstract que enviei a semana passada.

Working Title
The digital meta-dissemination of fear in music videos.
A transdisciplinary analysis of two case-studies: M.I.A.’s «Born Free» and Esben and the Witch’s «Marching Song».
Abstract
Due to change in its production, distribution and reception contexts, music videos have become the most popular genre in the actual digital media landscape, reaching both niche and global audiences. This paper aims at analysing, from a transdisciplinary perspective, two music videos, M.I.A.’s «Born Free» (Romain Gavras, 2010) and Esben and the Witch’s «Marching Song» (Peter King & David Procter, 2010), focusing on the way both of them incorporate hyper and metatextual references to vlogging, in order to emulate and disseminate a sensation of fear that is directly related to the dissolution of the border between public and private spheres of Web users.
Keywords
Music Video, Web, Users, Dissemination, Fear.

ADENDA: o artigo foi aceite.

3) Resolvi aproveitar a minha ida ao Video Vortex #6, para encerrar a monitorização etnográfica do Antville. Ao longo destes 5 anos (2006-2011), penso ter reunido um corpus mais do que suficiente para uma abordagem científica rigorosa do formato. Imbuído no mesmo espírito, Março de 2011 será igualmente a data limite para a integração de qualquer bibliografia ou de estudos quantitativos no meu projecto de investigação. A ideia é poder estar doravante exclusivamente focado na redacção da tese. São duas decisões metodológicas que, porventura, apenas pecam por tardias, mas a verdade é que é sempre grande a tentação que sinto de ir espreitar todo e qualquer novo estudo que seja publicado sobre o universo dos vídeos musicais.

4) Este blogue continua a ser um fabuloso instrumento de reflexão e de divulgação do meu trabalho, tendo já originado o contacto de alguns estudiosos do formato e generosas referências via Twitter. A média de visitas diárias continua a situar-se nas duas dezenas e a média de publicação a aproximar-se à de 2 posts em cada 3 dias. Curiosamente, a parte de reflexão epistemológica do blogue tem sido a mais visitada pelos leitores, o que interpreto como uma demonstração do interesse suscitado por projectos de Open PhD como este nos investigadores que utilizam o Português como língua de trabalho.

5) Quanto às corridas, continua tudo em bom ritmo. Fiz o meu melhor tempo de sempre (45m51) numa competição de 10km em Avintes, Vila Nova de Gaia, com uma cadência média de 4m50/km. Também aproveitei a minha ida a Amsterdão para fazer um dos mais gratificantes treinos da minha vida: 15km à toa pelas ruas planas que rasgam os canais concêntricos desta magnífica cidade – surpreendentemente, não me perdi. Aproximam-se igualmente duas meias-maratonas muitos especiais: a de Vigo no dia 10 de Abril e a do Douro Vinhateiro no dia 22 de Maio, onde pretendo bater o tempo de 1h51m36 da minha primeira meia em Viana do Castelo. A propósito, está na minha horinha de ir correr.